Após cinco Jogos Paralímpicos na natação e há quase uma década no ciclismo, espanhol cinquentenário reforça seu status de ícone no esporte adaptado
Um atleta de 50 anos vem roubando a cena no Campeonato Mundial de Paraciclismo de Pista Rio de Janeiro 2025: o espanhol Ricardo Ten Argilés, da categoria C1, que conquistou sua segunda medalha de ouro em dois dias de provas. Após vencer o Contrarrelógio na abertura da competição, agora foi a vez do Scratch (10km), prova que liderou praticamente de ponta a ponta.
“Sou um especialista nestas provas de fundo, são as minhas favoritas. Tentei abrir vantagem logo no início, manter uma distância considerável até os outros ciclistas não suportarem o ritmo e depois controlar a diferença até o fim”, explicou Ten Argilés, que tem uma longa trajetória no esporte paralímpico.
Natural de Valência, o ciclista iniciou sua carreira em outra modalidade: a natação, esporte que o levou a cinco edições de Jogos Paralímpicos. Depois do Rio 2016, Ten Argilés concluiu que seu ciclo nas piscinas havia se encerrado e que precisava de novos desafios. Foi a partir daí que o ciclismo entrou em sua vida.
Em apenas dois ciclos, o sucesso de Ten Argilés nas pistas e na estrada já pode ser comparado aos resultados obtidos nas piscinas. Foram sete medalhas paralímpicas na natação, e já são quatro no ciclismo, sendo três em provas de velódromo. Em Campeonatos Mundiais, os números são ainda mais impressionantes: chegou à sétima medalha de ouro, que se soma às quatro pratas e quatro bronzes. No que depender do espanhol, esta história ainda está longe de terminar.
“Sou um apaixonado por esportes e a motivação para participar de grandes competições como esta é sempre muito grande”, completou.
Quem também vem acompanhando o ritmo de Ten Argilés, só que na classe C3, é o australiano Korey Boddington, 30 anos. Todas as suas medalhas em Mundiais de Paraciclismo foram conquistadas no Rio de Janeiro: duas no ano passado – uma prata e um bronze – e duas este ano, ambas de ouro. Mas a vitória desta sexta-feira no 1km Time Trial teve um gosto ainda mais especial, tendo em vista o acidente sofrido no primeiro dia.
“Estes resultados são frutos de muito esforço e, quando você ganha uma prova como esta, é tão incrível. Conquistei esta medalha, não se esqueça, depois de sofrer uma queda ontem, logo após cruzar a linha de chegada no Sprint. Quando vim para o Velódromo hoje, não estava sentindo muito segurança no meu corpo. Cheguei bem cedo, fiz alguns testes na bicicleta e então entendi que podia colocar um pouco mais de força. Aí foi só pedalar e ir para cima”, celebrou o australiano, que ainda bateu o recorde mundial da prova: 1:02.848
Estes e os demais resultados do Campeonato Mundial de Paraciclismo de Pista estão disponíveis em https://para2025.veloresults.com/. A competição segue até domingo, 19, com sessões matutinas e vespertinas, no Velódromo do Rio (Avenida Embaixador Abelardo Bueno, 3401 – Barra da Tijuca). As provas começam às 10h no sábado e às 9h no último dia de competições. A entrada é franca.
Sobre o Mundial de Paraciclismo de Pista Rio de Janeiro 2025
Organizado pela Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) e pela TBA Sports Management, sob supervisão da União Ciclística Internacional (UCI), o Campeonato Mundial de Paraciclismo de Pista 2025 conta com patrocínio do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), da Shimano e do Governo Federal, por meio do Ministério do Esporte. O evento também tem o apoio de Santini, Prefeitura do Rio de Janeiro e Federação de Ciclismo do Estado do Rio de Janeiro (FECIERJ).
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